segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O culto aos animais...


Os deuses egípcios eram representados ora sob forma humana, ora sob forma de animais, considerados sagrados. O culto de tais animais era um aspecto importante da religião popular dos egípcios. Os teólogos oficiais afirmavam que neles – como no boi Ápis, por exemplo – encarnava-se uma parcela das forças espirituais e da personalidade de um ou mais deuses. Deve ser entendido que o deus não reside em cada vaca ou em cada crocodilo. O culto era dirigido a um só indivíduo da espécie, escolhido de acordo com determinados sinais e entronizado num recinto especial. Ao morrerem, os animais sagrados eram cuidadosamente mumificados e sepultados em cemitérios exclusivos.

Boi Ápis

Boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e que encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptah. O culto do boi Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos. Antiga divindade agrária, simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora.

Babuíno do rei da escrita

O babuino ou cinocéfalo é um grande macaco africano, cuja cabeça oferece alguma semelhança com os cães. No antigo Egito este animal estava associado ao deus Thoth, considerado o deus da escrita, do cálculo e das atividades intelectuais. Era o deus local em Hermópolis, principal cidade do Médio Egito. Deuses particularmente numerosos parecem ter se fundido no deus Thoth: deuses-serpentes, deuses-rãs, um deus-íbis, um deus-lua e este deus-macaco.

Homem com cabeça de Íbis

O íbis é uma ave pernalta de bico longo e recurvado. Existe uma espécie negra e outra de plumagem castanha com reflexos dourados, mas era o íbis branco, ou íbis sagrado, que era considerado pelos egípcios como encarnação do deus Thoth. Esta ave tem parte da cabeça e todo o pescoço desprovido de penas. Sua plumagem é branca, exceto a da cabeça, da extremidade das asas e da cauda, que é muito negra. Um homem com cabeça de íbis, era outra das representações daquele deus.

Anúbios o Chacal

O chacal, animal que tem o hábito de desenterrar ossos, paradoxalmente representava para os egípcios o deus Anúbis, justamente a divindade considerada a guarda fiel dos túmulos e patrono do embalsamamento. No reino dos mortos, na forma de um homem com cabeça de chacal, ele era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis.

A Leoa Sanguinária

Uma mulher com cabeça de leão, encimada pelo disco solar, representava a deusa Sekhmet que, por sua vez, simbolizava os poderes destrutivos do Sol. Embora fosse uma leoa sanguinária, também operava curas e tinha um frágil corpo de moça. Era a deusa cruel da guerra e das batalhas e tanto causava quanto curava epidemias. Essa divindade feroz era adorada na cidade de Mênfis. Sua juba — dizem os textos — era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha a cor do sangue, seu rosto brilhava como o sol... o deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria...

A Deusa Gata

Uma gata ou uma mulher com cabeça de gata simbolizava a deusa Bastet e representava os poderes benéficos do Sol. Seu centro de culto era Bubástis, cujo nome em egípcio — Per Bast — significa a casa de Bastet. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas pelo mundo. Quando os reis líbios da XXII dinastia fizeram de Bubástis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido.

Falcão o Deus Solar

O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar. A sede de seu culto ficava em Heliópolis (On em egípcio), o mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito. O deus-Sol é retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações. Seu nome mais comum é Rá e podia ser representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou ainda, mais raramente, por um homem. Quando representado por uma cabeça de falcão estabelecia-se uma identidade com Hórus, outro deus solar adorado em várias partes do país desde tempos remotos.

O Escaravelho Sagrado

O deus-Sol também podia ser representado por um escaravelho ou por um homem com um escaravelho no lugar da cabeça. Nesse caso o bichinho simbolizava o deus Khepra (escaravelho, em egípcio) e sua função era nada menos que a de mover o Sol, como movia a bolazinha de excremento que empurrava pelos caminhos. Associados à idéia mitológica de ressureição, os escaravelhos eram motivo freqüente das peças de ourivesaria encontradas nos túmulos egípcios.

O Criador da Raça Humana

O carneiro, animal considerado excepcionalmente prolífico pelos egípcios, simbolizava um dos deuses relacionados com a criação. Segundo a lenda, o deus Khnum, um homem com cabeça de carneiro, era quem modelava, em seu torno de oleiro, os corpos dos deuses e, também, dos homens e mulheres, pois plasmava em sua roda todas as crianças ainda por nascer. Seu centro de culto era a cidade de Elefantina, junto à primeira catarata do rio Nilo. Um dos velhos deuses cósmicos, é descrito como autor das coisas que são, origem das coisas criadas, pai dos pais e mãe das mães. Sua esposa era Heqet, deusa com cabeça de rã, também associada à criação e ao nascimento.

O Deus do Mal

Seth era um deus representado por um homem com a cabeça de um tipo incerto de animal, parecido com um cachorro de focinho e orelhas compridas e cauda ereta, ou ainda com a cabeça de um bode. Deus dos trovões e das tempestades, tinha seu centro de culto na cidade de Ombos. Embora inicialmente fosse um deus benéfico, com o passar do tempo tornou-se a personificação do mal.

O Crocodilo Domesticado

Um crocodilo ou um homem com cabeça de crocodilo representavam o deus Sebek, uma divindade aliada do implacável deus Seth. Seu centro de culto era Crocodilópolis, na região do Faium, onde o animal era protegido, nutrido e domesticado. Um homem ferido ou morto por um crocodilo era considerado privilegiado. A adoração desse animal foi sobretudo importante durante o Médio Império.

Padroeira das Mulheres Grávidas

Tuéris era a deusa-hipopótamo que protegia as mulheres grávidas e os nascimentos. Ela assegurava fertilidade e partos sem perigo. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo fêmea erguido, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças, Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono.

A Deusa do Amor

Uma vaca que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres representava Hátor, deusa do céu e das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música, mas também das necrópoles. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. Também era representada por uma mulher usando na cabeça o disco solar entre chifres de vaca, ou uma mulher com cabeça de vaca.

As Serpentes do Inferno

As serpentes que habitavam o além-túmulo são descritas no chamado Livro de Him no Inferno, uma obra que narra a viagem do deus-Sol pelo reino das sombras durante a noite. Nessa jornada, enquanto visitava o reino dos mortos, a divindade lutava contra vários demônios que tentavam impedir sua passagem. As serpentes estavam entre os adversários mais perigosos e o demônio líder de todos eles era a grande serpente Apófis.

As pirâmides mais famosas do mundo...


Ao ouvirmos a palavra pirâmide, logo nos vem à mente a imagem das três enormes construções localizadas no planalto de Gizé, as quais formam, provavelmente, o mais decantado grupo de monumentos em todo o mundo. Entretanto, os arqueólogos já encontraram mais de 80 pirâmides espalhadas por todo o Egito. Qual era sua finalidade e, principalmente, como foram construídas, são duas das mais intrigantes perguntas de toda a história da humanidade e que, talvez, nunca venham a ser respondidas ou, por outro lado, talvez venham a ter centenas de respostas conflitantes, conforme o ponto de vista de cada um de nós. Aqui vamos falar de todas as pirâmides e dos vários aspectos que as envolvem, inclusive os místicos, mas as conclusões deixamos que você mesmo as tire.

Durante o período de aproximadamente um milênio (entre 2630 e 1640 a.C.) os egípcios construíram suas famosas pirâmides, dentre as quais três delas assombram o mundo até hoje. A mais antiga que se conhece data da III dinastia e era constituída por mastabas sobrepostas formando degraus. O idealizador deste tipo de construção foi o sábio Imhotep, proeminente figura do reinado do faraó Djoser. Essa é provavelmente a única pirâmide desse tipo que foi concluída. No início da IV dinastia as pirâmides começaram a ser construídas com suas paredes inclinadas e não mais em forma de degraus, sendo que as últimas datam da XII dinastia.

AS MASTABAS

Até o final da II dinastia os túmulos dos soberanos e dos nobres egípcios eram constituídos de uma câmara funerária cavada profundamente no solo, sobre a qual se erigia uma estrutura baixa, de paredes verticais, de teto achatado, com base retangular, construída com tijolos de lama cozidos ao sol, que ficaram conhecidas com o nome de mastabas. Tais estruturas, no passar dos anos, evoluíram: o material construtivo passou a ser a pedra; as paredes passaram a ser ligeiramente inclinadas, formando uma pirâmide truncada; as dimensões cresceram, inclusive em altura, com o acréscimo de vários andares em degraus, até atingirem a forma piramidal.

AS PIRÂMIDES DE DEGRAUS

Inovando totalmente em matéria de sepulcros, o faraó Djoser, da III dinastia, cujo reinado se estendeu aproximadamente entre 2630 e 2611 a.C., encarregou seu primeiro ministro e arquiteto Imhotep de construir um túmulo totalmente em pedra, material que até aquela época era usado apenas em partes isoladas das construções. Superpondo seis mastabas progressivamente menores, o genial arquiteto ergueu uma pirâmide de degraus. O local escolhido foi uma extensão de terras elevadas em Saqqara, a sobranceiro da cidade de Mênfis, próximo do grande cemitério de mastabas que havia sido usado no decorrer das duas primeiras dinastias. Posteriormente, outros faraós da mesma dinastia também ergueram pirâmides em degraus, embora menos majestosas.

A PIRÂMIDE TORTA

O primeiro faraó da IV dinastia, Snefru, que reinou aproximadamente entre 2575 e 2551 a.C., mandou erguer na localidade de Dahshur uma pirâmide que se tornou única, entre tantas construídas, em função da forma final que acabou tendo. Inicialmente a obra fora planejada para ser uma pirâmide verdadeira. Entretanto, houve uma redução abrupta no ângulo de inclinação das suas faces externas, num ponto um tanto acima da metade da altura prevista para o monumento, o que alterou a sua forma piramidal. O resultado final fez com que atualmente essa construção seja conhecida como pirâmide torta, falsa, romba, romboidal ou rombóide.

A PIRÂMIDE DE kÉOPS

Segundo faraó da IV dinastia, Kéops, cujo reinado se estendeu de 2551 a 2528 a.C. aproximadamente, talvez influenciado pelo tamanho da pirâmide erguida por seu pai Snefru, escolheu um planalto situado nas bordas do deserto, mais ou menos a oito quilômetros de Gizé, e ali ergueu uma pirâmide de dimensões ainda maiores. Conhecida como a Grande Pirâmide ou Primeira Pirâmide de Gizé, esse monumento marca o apogeu da época de tais construções, tanto no que se refere ao tamanho quanto no que se refere à qualidade do trabalho. Tendo uma base que cobre quase 53 mil metros quadrados, esse é, sem dúvida, o monumento mais polêmico de toda a antiguidade egípcia e a única das Sete Maravilhas do Mundo que chegou até nossos dias.

A PIRÂMIDE DE KÉFREN

O faraó Kéfren (em egípcio Khaef-Re), irmão de Kéops e quarto rei da IV dinastia, reinou entre 2520 e 2494 a.C. e mandou construir o monumento que hoje é, em tamanho, a segunda maior pirâmide do Egito antigo. Imponente, era revestida de pedra calcária e granito vermelho e os antigos egípcios deram-lhe o nome de Grande é Kéfren e também chamavam-na de A Grande Pirâmide. No seu interior foi achado um sarcófago com dois metros e 43 centímetros de comprimento por um metro de largura e 68 centímetros de profundidade, mas o corpo do rei não foi encontrado. Nas proximidades do monumento, um conjunto rochoso foi aproveitado para que nele se esculpisse a famosa esfinge, cuja cabeça representa a face do faraó.

A PIRÂMIDE DE MIQUERINOS

Desde o século I da nossa era que a terceira dentre as mais famosas pirâmides do mundo teve sua construção atribuída a Miquerinos (em egípcio Men-kau-Re), filho de Kéfren e quinto soberano da IV dinastia, cujo reinado se estendeu de 2490 a 2472 a.C. No século XIX descobriu-se seu nome escrito com ocre vermelho no teto da câmara funerária de uma pirâmide secundária do conjunto de monumentos a ele atribuídos, confirmando-se, assim, a informação que havia sido dada por Heródoto. Ela ocupa menos de um quarto da área coberta pela Grande Pirâmide, mas mesmo assim seu tamanho é considerável e sua altura atingia mais de 66 metros, o que corresponde a de um prédio de 22 andares.

OS TEXTOS DAS PIRÂMIDES

Os assim chamados textos das pirâmides são uma coleção de encantamentos reunidos sem uma ordem fixa determinada, não formando, portanto, uma narrativa contínua. Eles foram encontrados nas pirâmides dos seguintes faraós: Wenis, da V dinastia; Teti, Pepi I, Merenre e Pepi II, todos da VI dinastia; Ibi, da VIII dinastia e nas pirâmides de três rainhas do faraó Pepi II. A maioria das inscrições ocorre em mais de uma pirâmide, mas poucas são repetidas em todas as pirâmides nas quais tais textos são encontrados. Na pirâmide de Wenis, por exemplo, existem apenas 228 inscrições de um total já conhecido que excede setecentas.

PORQUE FORAM CONSTRUIDAS???

O túmulo para um egípcio antigo era o seu castelo da eternidade e deveria durar para sempre. Eles acreditavam que a sobrevivênvia após a morte dependia em primeiro lugar da preservação do corpo físico. Além disso, todo material que se fazia necessário para o corpo e para o ka do morto deveria ser suprido ao longo dos anos após a morte. Tais crenças levaram os antigos egípcios a dedicarem atenção especial à edificação de seus túmulos. E embora o formado dos sepulcros possa ter mudado ao longo do tempo, seu propósito fundamental permaneceu o mesmo ao longo dos 3000 anos da história egípcia.

COMO FORAM CONSTRUIDAS???

Não foram encontrados registros pictóricos ou textuais que expliquem como as pirâmides foram planejadas e construídas. O estudo detalhado dos monumentos e o conhecimento crescente dos meios disponíveis na época tornaram possível determinar muitos detalhes construtivos. Várias questões, entretanto, continuam sem solução e, nesses casos, as respostas sugeridas baseiam-se apenas na crença de que através dos meios propostos poderiam ser atingidos os resultados que são observados hoje em dia. Além da visão clássica do problema, várias tentativas de explicações alternativas têm surgido ao longo dos tempos.

CRENÇAS FUNERÁRIAS

Os egípcios acreditavam que todo ser humano é formado por quatro elementos: o ba, uma espécie de alma; o ka, ou "duplo", réplica imaterial do corpo; o khu, centelha do fogo divino; e o kat, ou seja, o corpo. Acreditando numa vida após a morte, entendiam que esses quatro elementos precisavam ser preservados depois do falecimento do indivíduo. O ba e o khu, sendo elementos espirituais, precisavam apenas de orações. O corpo, por ser a moradia do ka, tinha que ser preservado e protegido. Em consequência, o túmulo, casa do morto, devia ser mantido intacto para todo o sempre e permitir-lhe uma vida agradável e semelhante à existência terrena.

A beleza da escrita egipcia...

Acho que não há escrita mais "bela" por assim dizer, que terá existido e sido inventada que a escrita egipcia. Na minha opinião, a Civilização Egipcia fo uma das mais extraordinárias civilizações que existiram à face da terra. Este tipo de escrita também era designada por Escrita hieroglífica.

Os antigos egípcios acreditavam que sua escrita sagrada - datada de 3.100 a.C. - era um presente de Thoth, o deus da sabedoria. Entretanto, os estudiosos contemporâneos afirmam que o povo do Nilo sofreu influências da escrita mesopotâmica.

Qualquer que seja a sua origem, a escrita hieroglífica foi um instrumento que possibilitou aos egípcios registrarem dados diversificados de sua cultura: da vida cotidiana da população até as proclamações dos sacerdotes e decretos reais. Traduzindo ao pé da letra, "hieróglifo" significa "inscrição sagrada". Outras formas de escrita gravavam textos mundanos; os hieróglifos aspiravam a eternidade.
Detalhada e meticulosamente gravados, os hieróglifos geralmente associavam símbolos fonéticos com imagens de objetos reais. Não havia vogais, e predominava pouco espaço. Leitores dependiam do contexto e do senso comum para ajudá-los a decifrar o significado. Essa escrita era comumente lida da direita para a esquerda, ou de cima para baixo. Mas sempre houve exceções.

Os egípcios abandonaram os hieróglifos no quarto século depois de Cristo, pois os líderes cristãos se opuseram ao uso dos símbolos pagãos. Algumas centenas de anos mais tarde, sob a administração dos islâmicos, o Egito adotou o árabe como língua popular. Em pouco tempo as inscrições antigas perderam seu sentido. Elas permaneceram um mistério por séculos.

Em 1.799 soldados franceses no Egito depararam-se com um bloco de pedra — atualmente conhecido como a Pedra de Roseta. Ela contém hieróglifos, uma forma cursiva da escrita egípcia, e letras gregas. Estudiosos passaram as próximas décadas tentando quebrar o silêncio dos textos milenares. Jean-François Champollion foi, em 1822, o primeiro especialista em hieróglifos. A partir de seu trabalho, os "experts" aprenderam a ler as "palavras dos deuses" enquanto exploravam mais a fundo os mistérios do Egito.

Uma das minhas grandes "paixões"...

Desde que me lembro que eu gosto de historia e que se pudesse ir para Faculdade tirar uma licenciatura e História e depois algo a ver com arqueologia, tipo Egiptologia porque é uma das civilizações que mais me fascina, nomeadamente a parte da religião e da mitologia. Mas a minha vida tem dado muitas voltas e talvez um dia destes...gostava de ser arqueóloga...muitas pessoas que eu conheço não apreciam história, mas elas esquecem-se que se não fossem os nossos antepassados elas não estariam aqui e o mundo podia ser muito diferente da maneira como conhecemos hoje...

Arqueologia (do grego, « archaios », antigo, e « logos », discurso depois estudo, ciência) é a disciplina científica que estuda as culturas e os modos de vida do passado a partir da análise de vestígios materiais. É uma ciência social, isto é, que estuda as sociedades, podendo ser tanto as que ainda existem, quanto as já extintas, através de seus restos materiais, sejam estes móveis (como por exemplo um objecto de arte, as vénus) ou objectos imóveis (como é o caso das estruturas arquitectónicas). Incluem-se também no seu campo de estudos as intervenções feitas pelo homem no meio ambiente.
A maioria dos primeiros arqueólogos, que aplicaram sua disciplina aos estudos das antiguidades, definiram a arqueologia como o estudo sistemático dos restos materiais da vida humana já desaparecida. Outros arqueólogos enfatizaram aspectos psicológico-comportamentais e definiram a arqueologia como a reconstrução da vida dos povos antigos.
Em alguns países a arqueologia é considerada como uma
disciplina pertencente à antropologia; enquanto esta se centra no estudo das culturas humanas, a arqueologia dedica-se ao estudo das manifestações materiais destas. Deste modo, enquanto as antigas gerações de arqueólogos estudavam um antigo instrumento de cerâmica como um elemento cronológico que ajudaria a pôr uma data à cultura que era objecto de estudo, ou simplesmente como um objecto com um verdadeiro valor estético, os antropólogos veriam o mesmo objecto como um instrumento que lhes serviria para compreender o pensamento, os valores e a própria sociedade a que pertenceram.

Psicologia Criminal







De há uns tempos para cá tenho-me interessado muito por este ramo da psicologia! A Psicologia Criminal consiste no estudo dos comportamentos, pensamentos, intenções e reacções dos criminosos.
Está relacionada com a área de antropologia criminal. Esta área científica tenta saber em profundidade o que faz alguém cometer crimes e os seus mecanismos, mas também as reacções após o crime, ou em tribunal.
Os psicólogos desta área são muitas vezes chamados como testemunhas de processos em tribunal. Também alguns psiquiatras lidam com aspectos do comportamento criminoso.
Uma grande parte da psicologia criminal, conhecida como profiling de delinquentes começou em 1940, quando os Estados Unidos criaram um Escritório de Serviços Estratégicos no qual foi encarregue a William L. Langer ’s, um famoso psiquiatra, elaborar um perfil de Adolf Hitler.
Após a Segunda Guerra Mundial o psicólogo britânico Lionel Haward, enquanto trabalhava para a Royal Air Force, elaborou uma lista de características que os criminosos de guerra nazi podiam exibir.
Em 1950 o psiquiatra James A. Brussel elaborou um perfil preciso de um bombista que tinha sido aterrorizado Nova Iorque.
O rápido desenvolvimento da Psicologia Criminal ocorreu quando o FBI abriu na sua academia uma unidade de análise comportamental em Quantico, Virginia. Posteriormente foi criado o Centro Nacional de Análise de Crimes Violentos. A ideia era ter um sistema que poderia encontrar ligações entre os principais crimes sem solução.
No Reino Unido, o Professor David Canter foi um pioneiro para a orientação da polícia, começando a tentar abordar o assunto com um ponto de vista mais científico.
Entre as pessoas mais notáveis que criticaram o modo como a psicologia e psiquiatria tratam o crime, destaca-se o filósofo francês Michel Foucault. Foucault mostrou como, desde a sua origem, a prisão criou uma classe profissional dos criminosos (reincidentes), separada das classes populares e muitas vezes utilizada pela polícia como informadores. Em outras palavras, longe de asfixiar a criminalidade, o movimento reformista mostrou que a prisão criou e perpetuou uma classe de profissionais criminosos. Doravante, Foucault concluiu que a prisão era usada como uma tecnologia disciplinar para controlar a população.
Foucault mostrou também que, se o sistema penal na Europa Moderna se punia o crime em si, o acto em si, o novo regime disciplinar punia a pessoa, e não o crime. Nesta lógica não se perguntava: “O que fizeste?” (tal como na escola clássica da criminologia, ou seja, com Cesare Beccaria e Jeremy Bentham), mas “quem és tu?” (como na escola italiana, Cesare Lombroso, etc.). Neste âmbito, o papel da antrolopologia, psiquiatria, etc, tornou-se evidente como uma ferramenta usada para criar o conceito de “pessoas perigosas”.






Hoje em dia existem uma série de séries televisivas que andam à volta desta temática e uma das que mais admiro é Criminal Minds...


Um pouco de história...da minha terra!!!




Decidi dar a conhecer através do meu blog um pouco da história da cidade onde nasci e habito actualmente...




Ao contrário do que à primeira vista se pode supor, Pombal é um concelho plurifacetado, com motivos de grande interesse paisagístico, histórico-monumental e etnográfico. Situada nas margens do rio Arunca, entre Coimbra e Leiria, a cidade foi atravessada pela rodovia mais movimentada do País, a estrada Lisboa-Porto (posteriormente desviada do centro), o que lhe conferiu relevo e desenvolvimento económico. O caminho-de-ferro marcou também e de modo decisivo o concelho. A principal linha (do Norte) atravessa-o e dispõe de três estações : Pombal, Vermoil e Albergaria dos Doze.




A GEOGRAFIA




Ao entrarmos em Pombal pressente-se a aragem que sopra do sul no clima e nas planuras de suaves relevos, à excepção das manchas de pinheiro bravo que franzem a linha do horizonte e, perto de nós, bordejam as estradas. Dir-se-á que Pombal é a linha divisória onde acaba o Norte e principia o Centro. Disso se apercebe o leigo em matéria de geografia física e humana. Com área de 64 mil hectares, é o maior concelho do distrito de Leiria em superfície e o segundo mais populoso, com população residente que ultrapassa 54 mil habitantes. O sector primário ocupa 48% da população activa, seguindo-se o secundário com 30%, e 22% vão para o terçário. Constituem a área administrativa do município pombalense 17 freguesias :
Abiúl
Albergaria dos Doze
Almagreira
Carnide
Carriço
Guia
Ilha
Louriçal
Mata Mourisca
Meirinhas
Pelariga
Pombal
Redinha
Santiago de Litém
São Simão de Litém
Vermoil
Vila-Cã Dista de 27 km de Leiria, está situada na estrada de Lisboa ao Porto, nas margens do rio Arunca, e é servida por uma estação da linha férrea do Norte, dentro da cidade.




UM POUCO DE HISTÓRIA




A cidade e concelho de Pombal teve, primitivamente, três freguesias :
Santa Maria do Castelo
São Pedro
São Martinho As duas primeiras desapareceram. A igreja mais antiga da cidade foi a de São Pedro, atribuída aos Godos, que , caíndo em ruínas, acabou por ser demolida. A de Santa Maria foi a primitiva matriz de Pombal, dentro das muralhas da fortaleza. O castelo de Pombal desempenhou papel defensivo da cidade e região, ao longo de oito séculos, símbolo e baluarte da consolidação do Condado e, ao mesmo tempo, palco de acontecimentos históricos da vida nacional. Os franceses, durante as invasões, danificaram-no até que, em 1940, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais o mandou reconstruir. Pombal nasceu com a construção da fortaleza, erigida por Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários entre 1157 e 1197. O baluarte (dos primeiros do Reino) terá sido levantado entre as duas datas, apontando-se 1161 como a mais provável. De Gualdim Pais recebeu Pombal o primeiro foral (1174), cerca de 13 anos depois da edificação da Fortaleza. Os originais dos forais concedidos a Pombal foram destruídos pelas tropas napoleónicas quando incendiaram os paços do concelho. A alcaidaria-mor foi dada por D.João I (princípios do século XV) aos condes de Castelo Melhor, nas mãos de quem se conservou até 1834. Pombal encontra-se indelevelmente ligada ao 1.o Ministro de D.José e notável estadista, Sebastião José Carvalho e Melo, 1.o marquês de Pombal que faleceu na quinta com o seu nome (Quinta da Gramela), a 8 de Maio de 1782. O marquês aqui mandou construir o celeiro (Casa do Celeiro). Os restos mortais do influente político repousaram em mausoléu na igreja do convento de N.a Sr.a do Cardal, de 1782 até 1856, data da sua trasladação para a ermida das Mercês, em Lisboa, a pedido do seu neto. Uma lápida brasonada aposta do lado esquerdo da capela que se abre para a nave daquela igreja, recorda o facto.




OS MONUMENTOS




O concelho é rico em exemplares do património construído, sobretudo no tocante a arquitectura de cariz religioso. É expressivo o centro histórico de Pombal que as modernas construções realçam ainda mais. Os monumentos nacionais (classificados) resumem-se ao Castelo Templário (século XII), à Torre do Relógio velho (século XIV), com ameias e coruchéus manuelinos, e à Igreja do Convento do Louriçal com os dois coros e o claustro contíguo. Foram classificados de interesse público os seguintes imóveis :
Pelourinho de Pombal
pelourinho e igreja matriz da Redinha
capela da Misericórdia do Louriçal (com os respectivos recheios e anexos)
ermida de Nossa Senhora da Guia Digno ainda de referência é o convento Antoniano de Nossa Senhora do Cardal, que pertenceu àquela casa religiosa. O templo (barroco) foi edificado em 1707 pelo 3.o conde de Castelo Melhor, em cumprimento de um voto. O frontão impressiona pela grandeza e graciosidade das volutas, ritmo das formas e volumes das cantarias, janelões do coro e nichos com imagens, pilostras e fogaréus que o rematam, ao melhor gosto da época. O interior é de rara beleza, sobretudo o altar-mor e o retábulo (em pedra ancã) do renascimento coimbrão. A escultura (em pedra) da Virgem e do Menino é atribuída ao mestre João de Ruão.




OS SERVIÇOS




Pombal possue serviço de escola primária e escola de ensino secundário, agência bancária e de seguros, misericórdia e hospital, associação de benefícios, desporto, bombeiros voluntários, grémios do Comércio e da Lavoura, fábrica de produtos resinos, serração, cal hidráulica, estafe e alcatrão vegetal.




A ACTIVIDADE ECONÓMICA



-> A indústria Centro de indústrias resinosas por excelência (o mais importante do País), Pombal possue um parque industrial dos mais antigos e de grande diversidade (indústrias transformadoras) como o demostra o número de empresas existentes. As que apresentam raízes mais antigas estão ligadas à silvicultura (serrações de madeiras). Mas a maior de todas as riquezas está na gema do pinheiro, cuja exploração industrial e comercial envolve alguns milhares de pessoas e torna Pombal o centro resineiro de mais relevo no País. As suas fábricas são as mais perfeitas da actualidade e vertem nos mercados da Europa elevado número de quilos de produtos resinosos em cada ano.
-> A agricultura A exploração agrícola tem tradições em todo o concelho. De variada constituição geológica, a policultura centraliza toda a actividade agrícola. Durante muitos anos a experiência piloto levada a cabo, com excelentes resultados, na Quinta do Marquês de Pombal (ou da Gramela) constituiu-se na exploração agro-pecuário modelo (silos e gados seleccionados), das mais importantes de norte a sul.




FEIRAS E FESTAS


Em 4 de Maio de 1442 D.Afonso V deu poder e lugar ao tio (Infante D.Henrique) para mandar fazer na sua vila de Pombal feira franqueada (anual), de 23 de Junho a 8 de Julho, com isenção de meia sisa. Actualmente a feira anual tem lugar durante as festas do Bodo, em Julho. A feira anual de Abiúl realiza-se no primeiro sábado de Agosto e em Vermoil (Bodo das Castanhas), no último domingo de Outubro.
O mês de Julho reservou-o a autarquia pombalense para actividades de animação turística, de que se destacam o denominado « Concerto da Primavera » e o Bodo/Agro que se prolonga até princípios de Agosto, com feira agro-pecuária, das mais importantes da região. Inclui exposições a nível industrial, comercial e agrícola e animação variada. Começa a ser tradicional e com grande prestígio o Festival de Folclore que tem lugar nesse mês, o Concurso do Vestido de Chita e (no campo desportivo) a Meia Maratona de Pombal.
Os festejos e romarias realizam-se por todo o concelho, sobretudo durante o Verão. Na freguesia (sede), a mais importante de todas tem a ver com N.a S.a do Cardal e as Festas do Bodo, simultaneamente, na semana de Julho ; em Abiúl, N.a S.a das Neves, no 1.o sábado de Agosto e as célebres touradas de Abiúl (no domingo seguinte). Esta romaria realiza-se em cumprimento de um voto pelo desaparecimento da peste que grassou no concelho em 1561. Em Albergaria dos Doze, as festas de S. Pedro (a 29 de Junho), com tradições muito antigas e ainda em honra da Assunção de N.a S.a, a 15 de Agosto ; N.a S.a da Boa Morte (Louriçal) a 15 de Agosto ; e, no mesmo dia a festa anual dos Ranchos (freguesia da Guia), onde em Maio se celebra a romaria (móvel) à S.a da Guia. S. Jorge, em Pelariga, a 29 de Abril e a N.a S.a da Estrela (Redinha) no domingo a seguir à quinta-feira da Ascenção, com grande afluência de feirantes. Na mesma freguesia, as festas a N.a S.a de Guadalupe (ou do Pranto), a 15 de Agosto, no lugar do Jagardo, com tradições que remontam ao século XVII. N.a S.a dos Milagres festeja-se a 8 e 9 de Setembro no lugar de Catelaria (Santiago de Litém). Consta de arraial e procissão com a imagem da Senhora e muitas fogaças. S. Francisco festeja-se na mesma freguesia no 1.o domingo de Agosto ; na freguesia de Vermoil têm tradição os seguintes festejos : Procissão do Senhor dos Passos, no domingo de Ramos ; a festa (móvel) ao Espírito Santo, a N.a S.a das Dores, 3.o domingo de Agosto, (Matos da Ranha) e a N.a S.a da Nazaré, no lugar da Ranha de S. João (a 15 de Agosto).




ARTESANATO



O artesanato em Pombal é : cestos e capachos de junco, cerâmica artística (de Meirinhas), faianças (de Albergaria dos Doze), faianças decorativas e pintadas à mão, panéis e azulejos (século XVII e XVIII), trajos regionais (bonecas em miniatura), mobílias do Paço (em pinho), em Almagreira.




IMPRENSA REGIONAL




Voz do Arunca (quinzenário)
Pombal Oeste (quinzenário)
O Eco (quinzenário)
O correio de Pombal (semanário)
O Regional Desportivo (semanário)




FAMÍLIAS E FIGURAS ILUSTRES



Os Sousa Ribeiro são recordados no brasão da família, a encimar uma das janelas do Castelo. A esta família ilustre pertenceu Pedro de Sousa Ribeiro, comendador e alcaide-mor da Vila.




Enfim tanta coisa que se pde dizer acerca desta pequena cidade que em tempos foi uma importante rota de ligação entre as duas cidades mais importantes da altura: Coimbra e Lisboa...