segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Uma das minhas grandes "paixões"...

Desde que me lembro que eu gosto de historia e que se pudesse ir para Faculdade tirar uma licenciatura e História e depois algo a ver com arqueologia, tipo Egiptologia porque é uma das civilizações que mais me fascina, nomeadamente a parte da religião e da mitologia. Mas a minha vida tem dado muitas voltas e talvez um dia destes...gostava de ser arqueóloga...muitas pessoas que eu conheço não apreciam história, mas elas esquecem-se que se não fossem os nossos antepassados elas não estariam aqui e o mundo podia ser muito diferente da maneira como conhecemos hoje...

Arqueologia (do grego, « archaios », antigo, e « logos », discurso depois estudo, ciência) é a disciplina científica que estuda as culturas e os modos de vida do passado a partir da análise de vestígios materiais. É uma ciência social, isto é, que estuda as sociedades, podendo ser tanto as que ainda existem, quanto as já extintas, através de seus restos materiais, sejam estes móveis (como por exemplo um objecto de arte, as vénus) ou objectos imóveis (como é o caso das estruturas arquitectónicas). Incluem-se também no seu campo de estudos as intervenções feitas pelo homem no meio ambiente.
A maioria dos primeiros arqueólogos, que aplicaram sua disciplina aos estudos das antiguidades, definiram a arqueologia como o estudo sistemático dos restos materiais da vida humana já desaparecida. Outros arqueólogos enfatizaram aspectos psicológico-comportamentais e definiram a arqueologia como a reconstrução da vida dos povos antigos.
Em alguns países a arqueologia é considerada como uma
disciplina pertencente à antropologia; enquanto esta se centra no estudo das culturas humanas, a arqueologia dedica-se ao estudo das manifestações materiais destas. Deste modo, enquanto as antigas gerações de arqueólogos estudavam um antigo instrumento de cerâmica como um elemento cronológico que ajudaria a pôr uma data à cultura que era objecto de estudo, ou simplesmente como um objecto com um verdadeiro valor estético, os antropólogos veriam o mesmo objecto como um instrumento que lhes serviria para compreender o pensamento, os valores e a própria sociedade a que pertenceram.

Psicologia Criminal







De há uns tempos para cá tenho-me interessado muito por este ramo da psicologia! A Psicologia Criminal consiste no estudo dos comportamentos, pensamentos, intenções e reacções dos criminosos.
Está relacionada com a área de antropologia criminal. Esta área científica tenta saber em profundidade o que faz alguém cometer crimes e os seus mecanismos, mas também as reacções após o crime, ou em tribunal.
Os psicólogos desta área são muitas vezes chamados como testemunhas de processos em tribunal. Também alguns psiquiatras lidam com aspectos do comportamento criminoso.
Uma grande parte da psicologia criminal, conhecida como profiling de delinquentes começou em 1940, quando os Estados Unidos criaram um Escritório de Serviços Estratégicos no qual foi encarregue a William L. Langer ’s, um famoso psiquiatra, elaborar um perfil de Adolf Hitler.
Após a Segunda Guerra Mundial o psicólogo britânico Lionel Haward, enquanto trabalhava para a Royal Air Force, elaborou uma lista de características que os criminosos de guerra nazi podiam exibir.
Em 1950 o psiquiatra James A. Brussel elaborou um perfil preciso de um bombista que tinha sido aterrorizado Nova Iorque.
O rápido desenvolvimento da Psicologia Criminal ocorreu quando o FBI abriu na sua academia uma unidade de análise comportamental em Quantico, Virginia. Posteriormente foi criado o Centro Nacional de Análise de Crimes Violentos. A ideia era ter um sistema que poderia encontrar ligações entre os principais crimes sem solução.
No Reino Unido, o Professor David Canter foi um pioneiro para a orientação da polícia, começando a tentar abordar o assunto com um ponto de vista mais científico.
Entre as pessoas mais notáveis que criticaram o modo como a psicologia e psiquiatria tratam o crime, destaca-se o filósofo francês Michel Foucault. Foucault mostrou como, desde a sua origem, a prisão criou uma classe profissional dos criminosos (reincidentes), separada das classes populares e muitas vezes utilizada pela polícia como informadores. Em outras palavras, longe de asfixiar a criminalidade, o movimento reformista mostrou que a prisão criou e perpetuou uma classe de profissionais criminosos. Doravante, Foucault concluiu que a prisão era usada como uma tecnologia disciplinar para controlar a população.
Foucault mostrou também que, se o sistema penal na Europa Moderna se punia o crime em si, o acto em si, o novo regime disciplinar punia a pessoa, e não o crime. Nesta lógica não se perguntava: “O que fizeste?” (tal como na escola clássica da criminologia, ou seja, com Cesare Beccaria e Jeremy Bentham), mas “quem és tu?” (como na escola italiana, Cesare Lombroso, etc.). Neste âmbito, o papel da antrolopologia, psiquiatria, etc, tornou-se evidente como uma ferramenta usada para criar o conceito de “pessoas perigosas”.






Hoje em dia existem uma série de séries televisivas que andam à volta desta temática e uma das que mais admiro é Criminal Minds...


Um pouco de história...da minha terra!!!




Decidi dar a conhecer através do meu blog um pouco da história da cidade onde nasci e habito actualmente...




Ao contrário do que à primeira vista se pode supor, Pombal é um concelho plurifacetado, com motivos de grande interesse paisagístico, histórico-monumental e etnográfico. Situada nas margens do rio Arunca, entre Coimbra e Leiria, a cidade foi atravessada pela rodovia mais movimentada do País, a estrada Lisboa-Porto (posteriormente desviada do centro), o que lhe conferiu relevo e desenvolvimento económico. O caminho-de-ferro marcou também e de modo decisivo o concelho. A principal linha (do Norte) atravessa-o e dispõe de três estações : Pombal, Vermoil e Albergaria dos Doze.




A GEOGRAFIA




Ao entrarmos em Pombal pressente-se a aragem que sopra do sul no clima e nas planuras de suaves relevos, à excepção das manchas de pinheiro bravo que franzem a linha do horizonte e, perto de nós, bordejam as estradas. Dir-se-á que Pombal é a linha divisória onde acaba o Norte e principia o Centro. Disso se apercebe o leigo em matéria de geografia física e humana. Com área de 64 mil hectares, é o maior concelho do distrito de Leiria em superfície e o segundo mais populoso, com população residente que ultrapassa 54 mil habitantes. O sector primário ocupa 48% da população activa, seguindo-se o secundário com 30%, e 22% vão para o terçário. Constituem a área administrativa do município pombalense 17 freguesias :
Abiúl
Albergaria dos Doze
Almagreira
Carnide
Carriço
Guia
Ilha
Louriçal
Mata Mourisca
Meirinhas
Pelariga
Pombal
Redinha
Santiago de Litém
São Simão de Litém
Vermoil
Vila-Cã Dista de 27 km de Leiria, está situada na estrada de Lisboa ao Porto, nas margens do rio Arunca, e é servida por uma estação da linha férrea do Norte, dentro da cidade.




UM POUCO DE HISTÓRIA




A cidade e concelho de Pombal teve, primitivamente, três freguesias :
Santa Maria do Castelo
São Pedro
São Martinho As duas primeiras desapareceram. A igreja mais antiga da cidade foi a de São Pedro, atribuída aos Godos, que , caíndo em ruínas, acabou por ser demolida. A de Santa Maria foi a primitiva matriz de Pombal, dentro das muralhas da fortaleza. O castelo de Pombal desempenhou papel defensivo da cidade e região, ao longo de oito séculos, símbolo e baluarte da consolidação do Condado e, ao mesmo tempo, palco de acontecimentos históricos da vida nacional. Os franceses, durante as invasões, danificaram-no até que, em 1940, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais o mandou reconstruir. Pombal nasceu com a construção da fortaleza, erigida por Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários entre 1157 e 1197. O baluarte (dos primeiros do Reino) terá sido levantado entre as duas datas, apontando-se 1161 como a mais provável. De Gualdim Pais recebeu Pombal o primeiro foral (1174), cerca de 13 anos depois da edificação da Fortaleza. Os originais dos forais concedidos a Pombal foram destruídos pelas tropas napoleónicas quando incendiaram os paços do concelho. A alcaidaria-mor foi dada por D.João I (princípios do século XV) aos condes de Castelo Melhor, nas mãos de quem se conservou até 1834. Pombal encontra-se indelevelmente ligada ao 1.o Ministro de D.José e notável estadista, Sebastião José Carvalho e Melo, 1.o marquês de Pombal que faleceu na quinta com o seu nome (Quinta da Gramela), a 8 de Maio de 1782. O marquês aqui mandou construir o celeiro (Casa do Celeiro). Os restos mortais do influente político repousaram em mausoléu na igreja do convento de N.a Sr.a do Cardal, de 1782 até 1856, data da sua trasladação para a ermida das Mercês, em Lisboa, a pedido do seu neto. Uma lápida brasonada aposta do lado esquerdo da capela que se abre para a nave daquela igreja, recorda o facto.




OS MONUMENTOS




O concelho é rico em exemplares do património construído, sobretudo no tocante a arquitectura de cariz religioso. É expressivo o centro histórico de Pombal que as modernas construções realçam ainda mais. Os monumentos nacionais (classificados) resumem-se ao Castelo Templário (século XII), à Torre do Relógio velho (século XIV), com ameias e coruchéus manuelinos, e à Igreja do Convento do Louriçal com os dois coros e o claustro contíguo. Foram classificados de interesse público os seguintes imóveis :
Pelourinho de Pombal
pelourinho e igreja matriz da Redinha
capela da Misericórdia do Louriçal (com os respectivos recheios e anexos)
ermida de Nossa Senhora da Guia Digno ainda de referência é o convento Antoniano de Nossa Senhora do Cardal, que pertenceu àquela casa religiosa. O templo (barroco) foi edificado em 1707 pelo 3.o conde de Castelo Melhor, em cumprimento de um voto. O frontão impressiona pela grandeza e graciosidade das volutas, ritmo das formas e volumes das cantarias, janelões do coro e nichos com imagens, pilostras e fogaréus que o rematam, ao melhor gosto da época. O interior é de rara beleza, sobretudo o altar-mor e o retábulo (em pedra ancã) do renascimento coimbrão. A escultura (em pedra) da Virgem e do Menino é atribuída ao mestre João de Ruão.




OS SERVIÇOS




Pombal possue serviço de escola primária e escola de ensino secundário, agência bancária e de seguros, misericórdia e hospital, associação de benefícios, desporto, bombeiros voluntários, grémios do Comércio e da Lavoura, fábrica de produtos resinos, serração, cal hidráulica, estafe e alcatrão vegetal.




A ACTIVIDADE ECONÓMICA



-> A indústria Centro de indústrias resinosas por excelência (o mais importante do País), Pombal possue um parque industrial dos mais antigos e de grande diversidade (indústrias transformadoras) como o demostra o número de empresas existentes. As que apresentam raízes mais antigas estão ligadas à silvicultura (serrações de madeiras). Mas a maior de todas as riquezas está na gema do pinheiro, cuja exploração industrial e comercial envolve alguns milhares de pessoas e torna Pombal o centro resineiro de mais relevo no País. As suas fábricas são as mais perfeitas da actualidade e vertem nos mercados da Europa elevado número de quilos de produtos resinosos em cada ano.
-> A agricultura A exploração agrícola tem tradições em todo o concelho. De variada constituição geológica, a policultura centraliza toda a actividade agrícola. Durante muitos anos a experiência piloto levada a cabo, com excelentes resultados, na Quinta do Marquês de Pombal (ou da Gramela) constituiu-se na exploração agro-pecuário modelo (silos e gados seleccionados), das mais importantes de norte a sul.




FEIRAS E FESTAS


Em 4 de Maio de 1442 D.Afonso V deu poder e lugar ao tio (Infante D.Henrique) para mandar fazer na sua vila de Pombal feira franqueada (anual), de 23 de Junho a 8 de Julho, com isenção de meia sisa. Actualmente a feira anual tem lugar durante as festas do Bodo, em Julho. A feira anual de Abiúl realiza-se no primeiro sábado de Agosto e em Vermoil (Bodo das Castanhas), no último domingo de Outubro.
O mês de Julho reservou-o a autarquia pombalense para actividades de animação turística, de que se destacam o denominado « Concerto da Primavera » e o Bodo/Agro que se prolonga até princípios de Agosto, com feira agro-pecuária, das mais importantes da região. Inclui exposições a nível industrial, comercial e agrícola e animação variada. Começa a ser tradicional e com grande prestígio o Festival de Folclore que tem lugar nesse mês, o Concurso do Vestido de Chita e (no campo desportivo) a Meia Maratona de Pombal.
Os festejos e romarias realizam-se por todo o concelho, sobretudo durante o Verão. Na freguesia (sede), a mais importante de todas tem a ver com N.a S.a do Cardal e as Festas do Bodo, simultaneamente, na semana de Julho ; em Abiúl, N.a S.a das Neves, no 1.o sábado de Agosto e as célebres touradas de Abiúl (no domingo seguinte). Esta romaria realiza-se em cumprimento de um voto pelo desaparecimento da peste que grassou no concelho em 1561. Em Albergaria dos Doze, as festas de S. Pedro (a 29 de Junho), com tradições muito antigas e ainda em honra da Assunção de N.a S.a, a 15 de Agosto ; N.a S.a da Boa Morte (Louriçal) a 15 de Agosto ; e, no mesmo dia a festa anual dos Ranchos (freguesia da Guia), onde em Maio se celebra a romaria (móvel) à S.a da Guia. S. Jorge, em Pelariga, a 29 de Abril e a N.a S.a da Estrela (Redinha) no domingo a seguir à quinta-feira da Ascenção, com grande afluência de feirantes. Na mesma freguesia, as festas a N.a S.a de Guadalupe (ou do Pranto), a 15 de Agosto, no lugar do Jagardo, com tradições que remontam ao século XVII. N.a S.a dos Milagres festeja-se a 8 e 9 de Setembro no lugar de Catelaria (Santiago de Litém). Consta de arraial e procissão com a imagem da Senhora e muitas fogaças. S. Francisco festeja-se na mesma freguesia no 1.o domingo de Agosto ; na freguesia de Vermoil têm tradição os seguintes festejos : Procissão do Senhor dos Passos, no domingo de Ramos ; a festa (móvel) ao Espírito Santo, a N.a S.a das Dores, 3.o domingo de Agosto, (Matos da Ranha) e a N.a S.a da Nazaré, no lugar da Ranha de S. João (a 15 de Agosto).




ARTESANATO



O artesanato em Pombal é : cestos e capachos de junco, cerâmica artística (de Meirinhas), faianças (de Albergaria dos Doze), faianças decorativas e pintadas à mão, panéis e azulejos (século XVII e XVIII), trajos regionais (bonecas em miniatura), mobílias do Paço (em pinho), em Almagreira.




IMPRENSA REGIONAL




Voz do Arunca (quinzenário)
Pombal Oeste (quinzenário)
O Eco (quinzenário)
O correio de Pombal (semanário)
O Regional Desportivo (semanário)




FAMÍLIAS E FIGURAS ILUSTRES



Os Sousa Ribeiro são recordados no brasão da família, a encimar uma das janelas do Castelo. A esta família ilustre pertenceu Pedro de Sousa Ribeiro, comendador e alcaide-mor da Vila.




Enfim tanta coisa que se pde dizer acerca desta pequena cidade que em tempos foi uma importante rota de ligação entre as duas cidades mais importantes da altura: Coimbra e Lisboa...












quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Das Leben noch ist immer, während wir träumen!

Das Leben wird von den projectos, von den Ideen, von den Störungen, von den sadnesses, von den happinesses, von den Widersprüchen und von einigen confusions gebildet! Was es war, sind Tatsache, trotz incorrecto, Sie die Tatsache gewesen! Es schwimmt kann geändert werden! Überschritten es wird überschritten! Wir haben das, zum zukünftig zu wetten! In unserem Glück wetten! Apercebi ich von dem die repentances mudan nichts und nicht geben, um die bestimmten Sachen zu bewerten, daß dantes ich indeferentes waren! E die Störungen, obgleich das negative Teil Anschlägen dient, wenn es sie als Leute wächst! … Freiheit vor allem! Wenn wir sehr eine Sache wünschen, finde ich, daß wir mit ihr bis das O Ende gehen müssen! Nie oben geben (ein großer Rat der besten Flüsse der Welt, entdeckte die hat eine tempoz und das bereits half er mir sehr… Ich verehre Sie meninaw Lalitaw)… und ich gehe nicht, ...... lol nie oben zu geben…Ich finde daß wenn die Leute anstelle von, wenn, sich der Probleme zu beschweren immer sein „versuchte, zur Rückkehr sie zu geben, um eine Lösung zu ordnen“, oder das Seite Positiv der Situation mindestens, sehend, war das Leben viel mehr“ einfaches“ ´! Normamente alleine in erinnern uns uns an sie die schlechten Sachen, die innen sie geschehen, aber auch wir haben das, zum des Wertes zu allen zu geben, die Sie ihnen zujubeln, daß bereits wir hatten! Er ist, sobald ICH, den ich denke! Die Leute viele Male sind zur Wartezeit, der seine Probleme, wenn durch selbst… entscheiden Sie und das Nehmen der wichtigen Entscheidungen folglich schleppen Sie haben zum Vorteil gut zu verwenden das, das Leben, weil er übermäßig kurz ist,… mit bestimmten merdas und Haltung vergeudet zu werden, die der Seite keine nicht nehmen!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Eu sou assim...


Eu sou assim...um ser obscuro e sombrio...

Gosto de ser assim, reservada pra quem não me conhece e que pensa milhões de coisas ao meu respeito..sou uma garota reservada, tenho os meus próprios pensamentos, que acha q eu sou metida e bom q eles pensem..eles não têm a certeza...não tenho muitos amigos mas já me senti sozinha já me senti a mais coitadinha do mundo e q ninguém gostava de mim, que eu não era nada..hoje sinto-me uma pessoa única e tenho que ser como sou, se gostarem...gostam...se não...temos pena...as pessoas sempre irão ser assim..acham-me esquisita e um monte de coisas...já não me preocupo muito com isso..hoje eu vejo q a opinião de alguém sobre mim não vale nada... acredito muito em mim no meu potencial, na minha capacidade de ganhar e vencer...



"Recomeça...se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses..." Miguel Torga

Não sou mais "Eu"

Já não sei onde ando
Se bem na terra ou no céu
No espaço, vivo ao léu
Contando as horas do tempo
Acampada por sobre as nuvens
Perdida no infinito
Não sou nada, sou o grito.

Trago a alma cravada
Carente e desamparada
Que aos poucos se declina
Sufocada pela neblina
Foi-se de mim, à menina
Já não mais me reconheço
À vida cobra o seu preço.

Deixem-me dormir
Descansar o meu pensamento
Afugentar os sofrimentos
As angústias, os tormentos
Já não mais sei quem eu sou…
Sou folhas secas ao vento
Oca de sentimento.

Já não sinto as minhas dores
Não mais me ferem os espinhos
Já não me sangram as feridas
Esgotaram-se os meus queixumes
Com o tudo que se perdeu
Nada restou de meu…
Já não sou mais "EU"…